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A principal manifestação folclórico-religiosa serrana, que está para completar 300 anos, pode ser apreciada por ocasião da Festa do Rosário, no primeiro final de semana de julho. É formada principalmente pelos grupos de Caboclos, Catopês, Marujos, pelo Reinado e pela “Caixa de Assovio”. Retrata ricas tradições, conservando elementos das três principais raças que contribuíram para a formação do povo brasileiro e serrano. Este sincretismo não esconde, no entanto, a capacidade dos negros de continuarem cultuando suas tradições, através da incorporação da divindade dos brancos, a Nossa Senhora do Rosário.
No Reinado do Rosário, o Rei, a Rainha, os dois Juízes e as duas Juízas da festa, acompanhados do cortejo real (mucamas e cavalheiros), desfilam solenemente pelas ruas sob guarda-chuvas, o que segundo alguns, representam “reminiscências dos para-sóis como símbolos realengos entre os povos orientais, desde a remota Assíria”.
Os catopês (origem na palavra “candomblê”) despertam a curiosidade por causa de suas vestes: são cobertos de plumas de emas, peito enfeitado com espelhos e colares, com capas multicores às costas. Tocam tambores, tamborins, xique-xiques e reco-recos. Atualmente, desfilam na festa dois grupos de catopês: o do Serro e o da localidade do Baú, do distrito de Milho Verde.
Já os marujos, se trajam de uniformes nas cores branca e azul e tocam violas, violões, cavaquinhos, bandolins, xique-xiques, pandeiros e caixas de couro.
E, finalmente, os caboclos, de flechas em punho, com capacetes e saiotes enfeitados com penas coloridas, pulseiras, colares, peseiras e pinturas no rosto.








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Isso é uma obra de arte digna de museo. Linda foto onde a mão sai do nada para pedir alguma coisa.
Comentário por mecenas Outubro 7, 2009 @ 7:55 pm