menino passarinho
Janeiro 23, 2010, 8:10 am
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com vontade de voar….



Exposição de Otto Stupakoff
Janeiro 8, 2010, 9:56 am
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Copenhague
Dezembro 12, 2009, 5:16 am
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que se mexam,

façam a volta

e se encontrem

para o bem de todos …



dois a dois
Novembro 27, 2009, 4:58 am
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desembarque


Mande notícias
Do mundo de lá
Diz quem fica
Me dê um abraço
Venha me apertar
Tô chegando….

(Encontros e Despedidas, Milton Nascimento e Fernado Brant)




Kadir van Lohuizen Brazil Brazil’s Range War: Assault on the Amazon PORTFOLIO
Novembro 25, 2009, 11:33 am
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Consciência Negra – 20 de novembro
Novembro 18, 2009, 5:50 pm
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À volta da fogueira,

os mais velhos disseram:

vão então caçar nuvens

que já fogem de nossos olhos.

Nós pedimos um guia,

armas, munições e farnel para a longa jornada.

Mas eles sorriram:

terão de levar apenas

estes sons de tambores

na memória.

(Caçadores de Nuvens, do poeta angolano João Melo)




matutando sobre o sertão
Novembro 4, 2009, 6:58 pm
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Pois
o Sertão é isso:
uma vasta estrada que sai cá de dentro
e arruma num sem fim de veredas
um não sei quanto de caminhos

E é nada e tudo
saltando dos olhos
de dentro do dentro

Pra sumir e aparecer de novo
em todo lugar

Suspeito que o Sertão seja
eu e todo mundo junto
dentro das linhas desta mesma história…

(Georgio Rios)



Violas de luto

Nelson Jacó, de 78 anos, era tido como mestre da viola de 10 cordas. O mestre violeiro Nelson Jacó, considerado uma das maiores referências da cultura popular de Minas, faleceu aos 78 anos, no início da madrugada desta 6a. feira, em Jequitibá, na Região Central do estado. Autodidata, tem como admiradores o também violeiro Chico Lobo e o multiartista Saulo Laranjeira, que o consideravam embaixador dessa cultura, que luta para se manter viva no interior.

Antes de seguir para o Vale do Jequitinhonha, onde se apresentaria na noite de ontem, Chico Lobo prestou sua última homenagem ao amigo, que considerava um mestre da viola de 10 cordas. “Foi um choque para mim, pois quando nos encontramos, há pouco mais de dois meses, em um festival em Ouro Branco, ele estava forte”, garantiu o músico, que participou do velório e do sepultamento em Jequitibá, no fim da tarde de ontem. Para Chico Lobo, o falecimento de Jacó foi uma perda irreparável para a cultura popular. Eles se conheceram no início da década de 1990 e, desde então, a amizade foi marcada por muito respeito mútuo. “Tínhamos planos de gravar um disco só com Nelson Jacó. Infelizmente, não deu tempo. Mas ele está muito presente em meu trabalho”, lamenta Chico Lobo.

A história de Nelson Jacó se funde com a do folclore mineiro. Natural de Santana de Pirapama, também na Região Central de Minas, e próximo a Jequitibá (considerada a capital mineira do folclore), ele começou cedo a frequentar com seus pais as festas de folia de reis. Seu primeiro instrumento foi a caixa, que marca o ritmo dos foliões, mas seu fascínio o fez trocar de instrumento e aprender sozinho a viola de 10 cordas. Em entrevistas a revistas especializadas, Nelson Jacó afirmava que, para a folia, a viola era a alma sagrada e que nunca deveria ser esquecida. “É um alívio ver o pessoal tocando direitinho com aquela animação que a gente vê que não vai acabar nunca. Vai ser a coisa do passado, do presente e do futuro”, declarou certa vez.

Sua fama ultrapassou as montanhas de Minas e o levou a diversos estados brasileiros e até a Europa. Em 2008, pela primeira vez, o violeiro saiu do país e foi mostrar sua cultura em Portugal, em série de apresentações com Chico Lobo e Pedro Mestre. Lá ele também conheceu Manuel Bento, o mestre da campaniça, instrumento português similar à viola de 10 cordas. “Foi, sem sombra de dúvidas, o show mais importante da minha carreira”, avaliou Chico Lobo. Para Hernano Saturnino, um dos organizadores da Festa do Folclore de Jequitibá, Nelson Jacó era a imagem do folclore mineiro. “Ele divulgou nossa cultura por onde passava”, observou.

(Marcello Castilho Avellar – EM Cultura)



Toda vez que um mestre se encanta, há no ar um cheiro de tristeza e alegria. Para muitos, pode parecer um paradoxo. No entanto, para quem já atravessou “o portal” é plenamente compreensível. Diz uma canção de kleber Albuquerque: “eu acho que estou feliz e triste, tudo que eu tenho cabe na minha mão, e eu te dou de coração, e eu te dou de coração… eu não preciso de nada, o mundo é minha casa, o céu é minha camisa, estrelas vestem meus pés… eu não preciso de nada, estrelas vestem meus pés…”.

Toda vez que o criador chama de volta um mestre ficamos felizes e tristes. A tristeza é sentida pelo corpo material que acredita apenas no bocado palpável da existência. A felicidade é celebrada pela parte extemporânea, divina, sagrada, aquela consciência que enxerga além dos muros da “realidade”. Este “algo” que chamamos de alma, de espírito, e de tantas outras coisas, exulta porque mais um SER viaja de volta à casa do Pai.

A história do planeta está intimamente ligada à sabedoria de seus povos antigos. À devoção daqueles que se curvam e se deitam no colo terra, a verdadeira mãe. É assim aqui no Brasil, é assim na África, ainda é assim com os aborígenes na Áustrália. Em todos os lugares, eles estão lá para dizer como foi, como é; nos legando a matéria-prima que nos faz ser o que somos: a memória…

A memória de um tempo que não foi nosso e que legitima e dá sentido a este que é o nosso tempo. A história do planeta é feita por aqueles que vestem os pés de estrelas, cuja roupa é feita de céu, que trazem nas mãos tudo que precisam e que, no último suspiro, devolvem, de coração, a quem é de direito…

(Dea Trancoso)
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Salve Nelson Jacó, Mestre da simplicidade e grande conhecedor da Cultura Popular e seus encantos!
Agradecemos ao pai celestial por ter nos dado a oportunidade de termos tido entre nós este grande mestre “Seu Nelson Jacó”, homem que nos ensinou, entre outras coisas o valor da simplicidade sendo ele um grande menestrel do conhecimento. Foram cerca de 10 anos de convivência e aprendizado.
Em nossa cultura estamos acostumados a nos entristecermos com a morte, mas tenho aprendido que ela nada mais é do que uma decisão divina, que nos permite encontrar nela mesma um sentido para seguirmos confiantes de que somos pequenos instrumentos do poder divino, a serviço de um poder maior, a mãe terra e a cada um de nós é dada uma missão neste planeta e cabe a nós aceitá-lo e fazer de nosso caminho um jardim para se plantar e colher tudo o que o universo nos permite: paz, harmonia, sabedoria e tantos outros dons que nos foram dados.
Por isso Mestre… obrigada por ter cumprido com tanta clareza e entendimento sua missão de deixar um legado de muito conhecimento para o mundo e principalmente para o Brasil e para nós, admiradores da cultura popular brasileira.
O mais importante é ver como seu legado foi de muita alegria e felicidade.
O CORTEJO
Estavam presentes todos os que um dia puderam sentir sua presença, tão harmoniosa e singela, mas ao mesmo tempo tão grandiosa e suave, como uma criança, que tem nela todo o encanto e muita verdade.
Muitas homenagens foram feitas, na Igreja perdi momentos em que Tia Vavá contava muito feliz: “filha isso aqui é resultado de uma vida de muita amizade e felicidade, cumpadi Nelson foi muito amado por este povo, gente de todo canto, uma digna festa de despedida, os anjos cantam neste momento!”
Em uma celebração de despedida com a presença de cerca de 1000 pessoas, todos com muito carinho, duas folias, outros mestres como Seu Zé Limão, Carlos Felipe, Frei Chico, os violeiros Chico Lobo, Pereira da Viola, Fernando Sodré, o quase filho percussionista Carlinhos Ferreira, Terezinha, esposa que recebeu sempre com tanto carinho tantos admiradores em sua casa, preparando aquele franguinho com caçanção, estava ali, forte e destemida, acompanhando todo o cortejo, que saiu da Igreja de Nossa Senhora do Rosário até o Cemitério da cidade. A filha Ana Elza, que com toda a sua força não cessou de tocar a sua caixa de folia, que há tempos acompanhou seu pai sempre nas festas, quem tem grandes possibilidade de continuar a tradição. Raquel, outra filha, que recém mãe deu ao mestre um neto com um mês de vida. E ainda, o filho Jacozinho, que com o neto de Seu Nelson nas costas carregou o caixão por todo o percurso.
E no momento final preces foram entoadas por Frei Chico e a voz de Pereira da Viola ecoôu nos sete cantos de Jequitibá e para o momento final a filha concede a folia de Bebedouro o último canto, acompanhando firme em sua caixa.


Para quem não conhecia este Mestre:

Nascido em vinte de março de 1931, Seu Nelson Jacó, natural de Santana do Pirapama-MG, tendo vivido a maior parte de sua vida em Jequitibá-MG. Desde criança Seu Nelson conviveu bem de perto com as tradicionais folias. Só folias o mestre conhecia e executava 9, diferentes, algo pouco provável em outros mestres, saber tantas folias como ele.

Foi por influência do seu pai que decidiu aprender a tocar viola. Ele afirma que desde pequeno via o pai tocar e achava bonito. De tanto admirar o som da viola, Seu Nelson, ainda criança, pediu ao pai para lhe ensinar. Mesmo com a contribuição do pai Nelson Jacó foi praticamente autodidata, pois o pai apenas lhe ensinava as afinações e ele fazia o resto sozinho. Segundo o mestre “a viola é um instrumento mais macio, que abrange vários gêneros, dá pra fazer de tudo na viola”, por isso a preferência por esse instrumento. Ele também lembra a importância de tal instrumento, já que existem várias manifestações religiosas que dependem da viola, como a própria folia.

Seu Nelson Jacó tocava em seis afinações diferentes, mas as que ele mais utilizava eram a natural e a oitavada. Suas composições eram muito influenciadas pela religiosidade. Seu Nelson, sempre que podia, agradecia e oferecia alguns versos à Nossa Senhora, a Jesus Cristo, ao Espírito Santo e a outros Santos. Ele também compôs muitas músicas por encomenda. Além das folias Seu Nelson também era possuidor do conhecimento de outras tradições, como por exemplo, o Fim de Capina, cantos de trabalho que eram executados no trabalho em lavoura.
– Geovana Jardim – Diretora e Coordenadora de Produção
55 (31)9243-2817 – geovana@jardimproducoes.com.br

Jardim Produções – 55 (31) 3486-7848 – 9613-0255
myspace.com/jardimproducoes





Arturos e o Rosário – 2009
Outubro 21, 2009, 2:01 am
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Os Arturos constituem um agrupamento familiar de negros que habitam uma propriedade particular em terras no município de Contagem-MG, no local denominado Domingos Pereira. Caracterizam-se basicamente pela manutenção da cultura negra, recebida dos ancestrais e conservada na experiência do sagrado: são as festas religiosas que fazem do grupo um universo à parte, quando os Arturos se transmutam em filhos do Rosário.

A origem da comunidade é o negro Arthur Camilo Silvério e sua esposa, Carmelinda Maria da Silva – elos primeiros da grande família. É através de Arthur (pai) que se formam os Arturos (descendentes) e a marca do nome atesta a força da ancestralidade: filhos, netos e bisnetos de Arthur são hoje ARTUROS, família mantida e alimentada pela raiz inicial.

Remonta há cerca de um século a memória da comunidade negra dos ARTUROS no território de Contagem. A importância desse grupo étnico, no contexto cultural, extrapolou nossas fronteiras ganhando reconhecimento internancional.

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Este ano, ao contrário dos outros, lá estive apenas no domingo, e por pouco tempo.  Além das fotos fiz um vídeo-experimental usando uma trilha do filme “The Power of One”, que mostra bem o clima local. O link está no final deste post.

arturos2009 (6)

arturos2009 (4)

arturos2009 (5)

Veja o vídeo com outras fotos no

http://www.youtube.com/watch?v=OriwE2_ON7s